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Capoeira

Aprender Capoeira – Mestre Xoroquinho

Aprender capoeira é educar o corpo e a mente, praticando ginástica e defesa pessoal, numa arte e esporte tão brasileiro quanto você. O Grupo Candeias é uma entidade que busca preservar as tradições, os fundamentos, o desenvolvimento técnico e a evolução constante do aprendizado da arte de jogar capoeira.

De forma clara e honesta temos procurado proporcionar e passar os conhecimentos básicos da capoeira com a finalidade de valorizar e informar aos seus adeptos através de um trabalho desenvolvido com consciência e responsabilidade, apesar das dificuldades que tem como principal filosofia a verdade.

Capoeirísticamente falando. AXÉ! (Mestre Xoroquinho)

Histórico

A dança esconde a violência dos golpes de pés,

pernas e cabeça que poderia até mesmo matar o adversário.”

Iêê ! Valha-me Deu, camarada !

Iêê ! para de beber, camarada !

Iêê ! Que vai fazer, camarada !

Iêê ! Faca de ponta, camarada !

Iêê ! Faca de matar, camarada !

Iêê ! O galo cantou, camarada !

Dois homens estão acocorados, um diante do outro, presos a música do berimbau, ao canto que seu mestre puxa e cinco outros instrumentistas ecoam. A um último verso (Iêê ! É que o mundo dá, camarada !), os dois benzem, levantam-se e passam a dançar ao som de novas melodias tiradas do berimbau. Súbito, um deles salta sobre as mãos e desfere um golpe com os dois pés sobre o peito do outro, retomando num instante a posição normal.

O que parecia pelo ritmo e pela elegância elástica dos gestos, um inofensivo balé, mostra agora toda a violência que a beleza encobria, a beleza e a violência de uma modalidade de luta que matou muita gente: capoeira.

É Liberdade, é crime.

Um dos principais elementos negros da Cultura Nacional, a Capoeira, chegou ao Brasil com os primeiros escravos Bantu. Vinda de Angola (onde, com pequenas diferenças da que se prática no Brasil, é jogada até hoje), essa luta estava associada a uma cerimônia mágico-religiosa com denominações regionais: n’golo em Bengala (sul da Angola) e basula em Luanda (a capital ao norte).

No Brasil, os negros, proibidos de carregar armas, conservaram a tradição da capoeira para conquistar e defender sua liberdade. Pode ser até que o nome da luta derive disto: se algum capitão-do-mato alcançasse um escravo fugido numa capoeira (local semi-desmatado) e tentasse enfrentá-lo, era certamente derrotado. Pois alí, preto tinha todo o espaço que sua luta pedia. Acredita-se mesmo que a coreografia natural dos golpes de capoeira tenha sida usada pelos negros para, ironicamente disfarçados de bailarinos treinarem em frente do feitor, opondo a malícia à força.

No entanto, longe de sua pátria, a capoeira passou por um processo de aculturação (comum a todo o folclore), com a introdução imediata de elementos brancos e índios. O caráter ritual da luta vai aos poucos desaparecendo e ela passa a ser um jogo com muito de saudade: Aruanda, Aruandê, refrão repetido em quase todas as suas músicas, clama por Luanda, Luanda.

Na passagem do século XIX para o XX, a capoeira difunde-se pelos centros de maior densidade Bantu: Bahia e Pernambuco. Então, o que vinha servindo para a defesa passa a ser também uma arma de ataque: os malandros descobrem nos golpes de capoeira um meio de assaltar incautos, vingar-se de inimigos e enfrentar a polícia (daí as várias tentativas inúteis de proibir seu ensino)

Embora nem todos fossem delinquentes, os mais famosos capoeiras viveram nessa época: Bigode de Sêda, Américo Ciência, Zé Bom Pé, Chico Três Pedaços, Tibirici da Folha Grossa, Doze Homens, Inimigo Sem Tripa, Zé do U, Vitorino Braço Torto, Zé do Saco, Bemó do Correio, Sete Mortes, Chico Me Dá. E havia mulheres, como Júlia Fogareira e Maria Homem.

Finalmente, este tipo de luta (que faz frente às japonesas) chega cheia de caracteres regionais, ao sul do Brasil.

Na Bahia, por essa época, são fundadas as primeiras academias, com mestres do porte do imbatível Amorzinho, capoeiras e guarda-civil. Escolas como estas existem até hoje. Nelas, os alunos aprendem que a capoeira é luta de manha e malícia; que capoeirista desconfia de abraço e aperto de mão; que homem procurando cativar mulher está sempre desprevenido, de guarda aberta. Acostumam o corpo a não se expor, a precaver-se em esquinas e locais mal iluminados. Ficam sabendo que a capoeira de Angola não força a naturalidade das pessoas: aproveita os gestos livres, espontâneos, de cada uma, para transformá-los em golpes que podem ser mortais.

Aprendem sobretudo, a sentir o berimbau -os golpes acompanham seu ritmo, cujo o som é o mestre primitivo; é ele quem dá vibração e ginga ao corpo. O bom capoeira, além de jogar, deve saber tocar berimbau e cantar. O mais famoso toque é o refrão “berimbau, berimba, berimba, berimbau”, já utilizado pelo músico Badem Powell e pelo poeta Vinicius de Moraes, num dos afro-sambas que compuseram em parceria.

Além do berimbau de barriga (diferente do berimbau de boca usado em Angola), existem o pandeiro, ganzá (espécie de reco-reco) e o caxixi (numa forma de agogô), instrumentos que, embora menos importantes, também acompanham a luta.

TRÊS ESTILOS DE INFINITOS GOLPES

A capoeira era inicialmente jogada no ambiente aberto das clareiras. A introdução das academias mudou esse aspecto, mas conservou a disposição espacial; lutadores e instrumentistas formam um círculo, com os últimos tocando e cantando o hino ou louvação a capoeira. A um dos versos (a senha), dois lutadores iniciam o jogo, sob a marcação dos toques, sendo aos poucos substituídos pelos demais.

Dança e luta, atletismo e arma, folclore e sofisticação, a capoeira estendeu suas academias por quase todo o Brasil; contudo, com pequenas diferenças, as três modalidades praticadas em Salvador são as principais ensinadas também nas academias do sul do país.

Três são as modalidades em que se pratica a capoeira atualmente no Brasil e, em especial, em Salvador: Capoeira Estilizada, Capoeira de Angola e Regional. Todas elas contudo guardam entre sí características e semelhanças fundamentais.

Capoeira Estilizada

Carlos Sena, partindo da capoeira de Angola, passou pela regional e acabou criando a estilizada. Mantendo os golpes básicos, mais os de outras lutas, procurou criar toda uma ética para a capoeira (como tem o judô). Sua academia, a Senavox, visava fundamentalmente a fins educativos, além dos atléticos, requeriam do aluno uma capacitação intelectual, física e espiritual, sua regulamentação severa exigia respeito e disciplina.

Capoeira de Angola

Seria a forma mais pura de grande importância para o folclore. Seu criador foi Vicente Ferreira Pastinha, Mestre Pastinha.

Acompanha a luta um conjunto instrumental, composto de berimbau, pandeiro, reco-reco, agogô, atabaque e chocalho. As melodias que os capoeiristas cantam são de origem genuinamente popular, sem grandes preocupações com métrica ou rima nas letras (que são muitas vezes improvisadas). O ritmo ainda de acordo com a própria luta, obedecendo variações tradicionais. A capoeira de Angola começa com ritmo de berimbau logo seguido pelos demais instrumentos. Depois de algum tempo, o solista vai cantando, acompanhado pelos demais, que repetem seus versos.

Os capoeiristas que vão fazer a demonstração ficam acocorados ao pé do berimbau, ouvindo respeitosamente a cantoria. É o berimbau solista que indica o início do jogo. Os capoeiristas então se benzem e saem da posição em que se encontram, girando o corpo no sentido do adversário, iniciando o jogo de baixo de movimentos rasteiros constantemente giratórios. O corpo não pode tocar o chão e é importante não deixar a cabeça exposta, ao alcance dos pés do adversário. Todos os golpes da capoeira podem ser aplicados no jogo de baixo.

Depois, na posição de pé, desenvolve-se o resto da da luta, que agora se torna mais violenta, enquanto o ritmo vai aumentando. É quando a maior parte dos golpes de capoeira aparece: meia-lua -nome devido ao movimento giratório que a perna executa quando o capoeirista o aplica; bananeira -é quando o capoeira se equilibra sobre as mãos, com as pernas para cima, posição da qual poderá atacar com os pés, de cima para baixo, e desloca-se em qualquer direção; aú -difere da bananeira porque o corpo gira lateralmente com enérgico impulso, permitindo ao capoeira saltos de vários metros de distância, constituindo por isso, um grande recurso quando o capoeirista é atacado por muitas pessoas; chapa de frente -é um golpe muito perigoso não só pela violência como pelos órgãos que poderão ser atingidos por seu pontapé de coxa erguida, lançado contra o peito ou o ventre do adversário; chapa de costas -é algo como um coice, estando o agressor de costas para o adversário (trata-se de golpe malicioso, pois a vítima é atingida quando julga que o outro se retira); cabeçada -desferida de preferência sobre o tórax ou no rosto e ainda (de baixo para cima) sob a mandíbula; rabo de arraia -muito aplicado no jogo de baixo, seu movimento é em forma de chicotada com a perna em rápido gesto giratório, procurando atingir a vítima, em geral na cabeça, com a face lateral do pé; e cutilada -golpe desferido com a mão em forma de cutelo sobre várias partes do corpo (no entanto, só é possível aplicá-lo quando os capoeiristas estão bem aproximados).

Capoeira Regional

Foi criada por Manoel dos Reis Machado, mestre Bimba, que durante dez anos praticou a Angola e depois resolveu juntar a esta, golpes da savate, jiu-jitsu, do judô e da luta greco-romana. Compôs assim um método que tem 52 golpes, 23 dos quais se bem aplicados, são mortais.

A regional também é acompanhada por um conjunto instrumental e cantigas. Mestre Bimba foi quem levou para as academias grande número de jovens das classes média e alta; ele só aceitava alunos que tivessem carteira profissional e provassem que estavam trabalhando ou estudando. Exercitava em sua academia cerca de 150 pessoas por ano. Ele inventou também, em 1932, uma bebida com pouco álcool, que servia aos alunos depois da luta, para reanimá-los: a mulher barbada.

(dados coletados da Enciclopédia Abril Cultural, Volume II)

Mulheres na Capoeira

Érica Pires do Amaral, conhecida nas rodas de capoeira com “Mariposa”, nasceu em São Paulo/SP no dia 29 de maio de 1976. Sua admiração pela capoeira começou na infância, fase em que acompanhava sua tia, que praticava e que lhe a “arranhar” o berimbau. Em 1991 começou a dar os primeiros passos na capoeira. No início sua família não aceitou por achar a capoeira um esporte violento para mulher. No entanto, graças a sua insistência e perseverança, conseguiu provar para todos que a capoeira é nosso patrimônio cultural e deve ser valorizada.

Atualmente é casada com o instrutor Curió com quem tem uma filha chamada Dandara, pelo fato de se identificar bastante com suas idéias.

Participou da fundação do Projeto Cultural Origens do Brasil, Grupo no qual se encontra hoje. Sua adoração pela capoeira a levou a estudar e conseguir ingressar na USP em Educação Física.

-“Posso dizer que vivo da capoeira e para a capoeira, pois ela tem direcionado toda a minha vida”, afirma Érica, vulgo “Mariposa”.

Roberta Eliane Gadelha Aleixo, nascida em 24 de abril de 1977 em Fortaleza/CE. Iniciou a capoeira há dez anos e atualmente é monitora do Grupo Muzenza.

-“Comecei a praticar capoeira em 1992 com o contra-mestre Piau, no Grupo Berimbau de Prata. Em 1995 o Mestre filiou-se ao Muzenza, Grupo do qual faço parte. Neste mesmo ano comecei a treinar com o meu marido. Em 1997 comecei a dar aulas e em setembro de 2000 peguei a graduação de monitora, mas pretendo estimular mais e mais a prática das mulheres na capoeira pelo Brasil e ser uma grande capoeirista”.

Suely Borges Ferreira Segovia, Contra-Mestra Suely, 27 anos, nasceu em Belém/PA, ainda pequena mudou-se para Brasília com sua família.

Iniciou na capoeira em 1992 e em 1995 Suely, juntamente com o Mestre Aryan e o Contra-Mestre Foca, seu marido, da UCDF – União de Capoeira do Distrito Federal. Em dezembro de 2002, no 3º Encontro de Camaradas UCDF, recebeu a graduação de Contra-Mestre das mãos do Mestre Hulk, patrono do Grupo. Atualmente Suely desenvolve um trabalho na sede do Grupo. É também personal trainer de capoeira e atua como voluntária no Projeto Amigo da Gente, do Governo Federal.

-“Quando tinha 12 anos viajei para a Bahia com meus pais e chegando no Pelourinho dou de cara com uma roda de capoeira. Foi paixão à primeira vista. Mas, por pouco tempo meus me retiraram do local dizendo ser coisas de macumbeiros. Anos depois, estava no colégio e teve uma apresentação e eu achei demais. Daí fui escondida dos meus pais nos primeiros dias, para logo depois revelar que já estava treinando capoeira e gostando demais para parar. Ao meu marido, Contra-Mestre Foca um recado: aonde estiver estarei sempre ao seu lado”.

Joselita Pereira da Silva, Contra-Mestre Jô, 27 anos, nasceu em Juazeiro/BA. Seu contato com a capoeira aconteceu bem cedo. Treinou com diversos capoeiristas até conhecer Mestre Boneco e passar a fazer parte do Grupo Capoeira Brasil.

Divulgou a capoeira em vários países e agora está desenvolvendo um trabalho em Nova Iorque.

Jô fala sobre sua trajetória.

-Na capoeira que recado você dá para as mulheres que desejam seguir a capoeira como profissão?

-”Primeiro vejam a reflitam que as vezes temos uma garra dentro de nós que nunca acreditamos que poderíamos ter mas, quem irá descobrir isso somos nós mesmas. Vejam o quanto podemos crescer se acreditarmos no nosso potencial; se dediquem, tenham garra, força de vontade, perseverança, sejam humildes, simples e amigas”.

Vivian Alexandra de Abreu, nascida em 19 de abril de 1982 na cidade Goiânia/Go. Começou a praticar capoeira aos seis anos, incentivada pelos irmãos capoeiristas. Em 1990 passou a treinar com o Mestre Suíno, do Grupo Candeias, formando-se professora em 2003.

Tricampeã goiana de capoeira, Vivian divide atualmente o seu tempo entre o curso de fonoaudiologia e as aulas que lecionas para as crianças. Assim que concluir a faculdade, Vivian promete que voltará a dedicar-se totalmente à capoeira, com o objetivo de um dia tornar-se mestra.

Quilombos e Quilombolas

Os quilombos, que na língua banto, significam “povoação”, funcionavam como núcleos habitacionais e comerciais, além de local de resistência à escravidão, já que abrigavam escravos fugidos de fazendas. No Brasil, o mais famoso deles foi Palmares.

Criado no final de 1590 a partir de um pequeno refúgio de escravos localizado na Serra da Barriga, em Alagoas, Palmares se fortificou, chegando a reunir quase 30 mil pessoas. Transformou-se num estado autônomo, resistiu aos ataques holandeses, luso-brasileiros e bandeirantes paulistas, e foi totalmente destruído em 1716.

Os quilombos representaram uma das formas de resistência e combate à escravidão. Rejeitando a cruel forma de vida, os negros buscavam a liberdade e uma vida com dignidade, resgatando a cultura e a forma de viver que deixaram na África e contribuindo para a formação da cultura afro-brasileira.

Embora não existam mais quilombos por aqui, comunidades remanescentes se instalaram em vários estados do país. No total, 743 foram identificadas, mas só 29 foram tituladas oficialmente pelo governo.

Localizadas em São Paulo, Rio de Janeiro, Pará, Maranhão, Pernambuco, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Sergipe, Goiás e Amapá, estas comunidades detém os Direitos Culturais Históricos, assegurados pelos artigos 215 e 216 da Constituição Federal que tratam das questões relativas à preservação dos valores culturais da população negra. Além disso, suas terras são consideradas Território Cultural Nacional.

Estima-se que 2 milhões de pessoas vivam nestas comunidades organizadas para garantir o direito à propriedade da terra. Segundo a Fundação Cultural Palmares, do governo federal, que confere às comunidades o direito ao título de posse da terra, os habitantes remanescentes dos quilombos preservam o meio ambiente e respeitam o local onde vivem. Mas sofrem constantes ameaças de expropriação e invasão das terras por inimigos que cobiçam as riquezas em recursos naturais, fertilidade do solo e qualidade da madeira.

Rei Zumbi

Zumbi foi o grande líder do Quilombo de Palmares, considerado herói da resistência anti-escravagista. Estudos indicam que nasceu em 1655 no quilombo, sendo descendente de guerreiros angolanos.

Com poucos dias de vida, foi aprisionado pela expedição de Brás da Rocha Cardoso, sendo entregue depois a um padre, conhecido como Antônio Melo.

O menino, batizado pelo padre com o nome de Francisco, foi criado e educado pelo religioso, que lhe ensinou a ler e escrever, além de lhe dar noções de latim, e o iniciar no estudo da Bíblia. Aos 12 anos o menino era coroinha. Entretanto, a população local não aprovava a atitude do pároco, que criava o negrinho como filho, e não como servo.

Apesar do carinho que sentia pelo seu pai adotivo, Francisco não se conformava em ser tratado de forma diferente por causa de sua cor. E sofria muito vendo seus irmãos de raça sendo humilhados e mortos nos engenhos e praças públicas. Por isso, quando completou 15 anos, o franzino Francisco fugiu e foi em busca do seu lugar de origem, o Quilombo dos Palmares.

Após caminhar cerca de 132 quilômetros, o garoto chegou à Serra da Barriga. Como era de costume nos quilombos, recebeu uma família e um novo nome. Agora, Francisco era Zumbi. Com os conhecimentos repassados pelo padre, Zumbi logo superou seus irmãos em inteligência e coragem. Aos 17 anos tornou-se general de armas do quilombo, uma espécie de ministro de guerra nos dias de hoje.

Ficaria conhecido em 1673, quando a expedição de Jácome Bezerra foi desbaratada. Um ano antes de sua morte, caiu em um desfiladeiro após ser baleado num combate contra as tropas de Domingo Jorge Velho, que seria mais tarde acusado de matá-lo. Dado como morto, Zumbi reaparece em 1695, ano de sua morte.

Aos 40 anos, ele morre após lutar contra milícias organizadas por donos de terras durante dezessete anos. Durante mais uma incursão comandada por Domingos, Zumbi foi abatido no seu esconderijo descoberto depois da traição de um seus principais comandantes, Antônio Soares, que revelou onde o líder se encontrava.

Vinte de novembro é o Dia Nacional da Consciência Negra. A data – transformada em Dia Nacional da Consciência Negra pelo Movimento Negro Unificado em 1978 – não foi escolhida ao acaso, e sim como homenagem a Zumbi, líder máximo do Quilombo de Palmares e símbolo da resistência negra, assassinado em 20 de novembro de 1695.

Bom capoeirista tem que saber !

  • Que de 50(cinquenta) golpes bem aplicados da capoeira que MESTRE BIMBA ensinou, 22(vinte e dois) eram mortais.
  • Que em 1930 o famoso Karatê não era conhecido na Bahia
  • Que o MESTRE BIMBA foi aprendiz do Capitão da Navegação Baiana, o MESTRE BETINHO.
  • Que MESTRE BIMBA teve sua primeira escola de capoeira Angola, em 1918 com apenas 18 anos, obtendo apenas em 1937 o alvará da Academia de Capoeira Regional.
  • Que segundo DANIEL COUTINHO, conhecido também pelo nome de MESTRE NORONHA, um dos mitos na arte da capoeiragem, na Bahia, os berimbaus em seu tempo, era uma arma maligna e mortal. A verga (isto é, o pau do berimbau), era usado como cacetete e a varinha servia para furar os olhos do adversário que tivesse má conduta dentro ou fora de uma roda. Isso na época em que a capoeira era proibida.
  • Que a capoeira até a metade do século XIX era temida até pela própria polícia. Marechal Deodoro da Fonseca deu início ao combate à prática da capoeira, naquela época, quem fosse pego dançando/jogando/praticando a capoeira era considerado crime. O código penal previa de 02 à 06 meses de prisão à todos aqueles que praticassem o exercício da agilidade e destreza corporal, conhecido como capoeiragem.
  • Os conhecimentos da capoeiragem são muitos, mas todo capoeirista tem que procurar se informar ou pelo menos, se manter informado ! A mandinga é também conhecimento, história, filosofia da vida!